ESPIRITO SANTO

 

        

 

       

 

Ao norte de Rio de Janeiro entre Minas Gerais, o sul da Bahía e de frente ao Oceano Atlántico se encontra a cultura  capixaba, pessoas amáveis e sorridentes, pratos típicos como a moqueca de peixe com arroz e pirão na panela de barro, e uma fusão humana entre nativos e imigrantes como é corrente no Brasil, numa paisagem que alterna morros e cachoeiras com um amplo litoral aonde funcionam os portos e o turismo.
A prática comercial mais importante do estado é o cultivo de eucalipto para a obtenção de celulose*. Estas imensas plantações ocupam o território que outrora foi o da práticamente extinta Mata Atlántica. Hoje, uma parte do que resta da Mata Atlantica no estado é considerado reserva natural, parque estadual, porém a outra continua ameacada pelas multinacionáis que vão comprando os sítios e as fazendas para derrubar a mata e sembrar mais eucalipto.  São as mesmas companhias que produzem e vendem a celulose e a Petrobrás que financiam a criação destas reservas (como uma condicão para que possam arrasar com o resto da mata!), gerando polémico impacto humano nas regiões a serem protegidas, já que seus habitantes são banidos das áreas protegidas e privados de usar as madeiras e até a lenha das reservas.

veja mais em Eucalipto vs. Mata Atlántica

*celulose- materia prima para fabricação industrial de papeis de alta qualidade, papéis fotográficos, etc.

 

... Um panorama triste para chegar a Itaúnas

70% do município de Conceição da Barra
está plantado com eucalipto

 

 

       
O manifesto artesanal mais freqüente é a talha e escultura em madeira, embora seja complicado para os artesões a obtenção da mesma devido à extincão das madeiras brasileiras e ao controle excercido pelo Ibama sobre areas protegidas. 
Acaso o ofício está também caminho à extinção?

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Agradecimentos ao Parque Estadual de Itaúnas por nos hospedar para poder levantar estas matérias.